Reprodução/Monitor Google News — Centro-SulVereadores de Irati cobram explicações sobre ambulância parada e condições do SAMU
Parlamentares da Câmara Municipal de Irati relataram, em sessão realizada nesta semana, uma ambulância do SAMU parada há cerca de 40 dias no pátio do Pronto Atendimento, condições insalubres nos alojamentos dos profissionais e demora nos atendimentos de urgência à população.
Os vereadores João Henrique Sabag Duarte e Marcelo Duda visitaram o Pronto Atendimento Municipal e encontraram uma ambulância do SAMU sem uso no pátio da unidade. Segundo informações repassadas pelos próprios funcionários do serviço aos parlamentares, o veículo havia chegado ao município havia aproximadamente 40 dias sem ter sido colocado em operação.
"E por nossa surpresa, nós vimos uma ambulância do SAMU que chegou ao município, segundo informações dos funcionários, aproximadamente quarenta dias e essa ambulância está parada lá no pátio. Nós gostaríamos de saber qual o motivo dessa ambulância não ter sido colocada em trabalho ainda para as equipes do SAMU, visando uma melhoria do atendimento para nossa população", afirmou João Henrique durante a sessão.
Na mesma visita, os vereadores também registraram o que descreveram como condições insalubres nos alojamentos utilizados pelos profissionais do serviço. João Henrique pediu que medidas sejam adotadas para melhorar o ambiente de trabalho enquanto a nova sede do SAMU não é concluída.
O presidente da Câmara, Selmo de Lima Vieira, rebateu declarações anteriores da diretora do Consórcio Intermunicipal SAMU Campos Gerais (CIMSAMU), Emanuelle de Matos Schuck, que havia sugerido que os vereadores deveriam conhecer melhor o funcionamento do serviço. Selmo afirmou que o Legislativo acompanha a situação há bastante tempo e que uma das reivindicações dos parlamentares é justamente a construção de uma estrutura própria para o SAMU, separada do Pronto Atendimento.
Selmo também apontou que as reclamações da população se concentram na demora para o atendimento das ocorrências. Ele explicou que, quando um chamado é feito em Irati, a solicitação passa por diversas etapas até chegar ao médico regulador da central, localizada em Ponta Grossa, que então autoriza o deslocamento da ambulância. Outro fator levantado pelo presidente foi que a Ambulância Alfa — unidade de suporte avançado — atende um núcleo de dez municípios e, segundo ele, passa grande parte do tempo fora de Irati transportando pacientes de outras cidades para Ponta Grossa, Curitiba e demais localidades.
Em resposta, o procurador-geral do Município, Hermano Faustino, explicou que a ambulância parada no pátio não pôde entrar em operação imediatamente por exigências de documentação. Segundo ele, o veículo chegou em março, mas a regularização — que incluiu adequação relativa ao giroflex e tramitação junto ao Ministério da Saúde para transferência de titularidade — só foi concluída no início de junho. "Burocracia faz parte. Houve aí essa demora, mas uma demora necessária para que a documentação pudesse ser finalizada e o veículo possa ser agora utilizado", afirmou.
Hermano também esclareceu que a regulação do SAMU não é competência do município de Irati, mas da central sediada em Ponta Grossa, o que limita a capacidade de ação local sobre as regras operacionais do serviço. Sobre as condições dos alojamentos, o procurador reconheceu a necessidade de melhorias e informou que o município está em busca de um local para realizar as adequações necessárias, destacando que o espaço destinado ao descanso dos profissionais permanece nas mesmas condições desde 2021.