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Um em cada três curitibanos mora em apartamento, aponta IBGE

Dados dos Censos Demográficos do IBGE mostram que a proporção de famílias curitibanas vivendo em apartamentos quase dobrou entre 2000 e 2022, chegando a 33,7% dos domicílios da capital paranaense. Em mais de 20 bairros, os apartamentos já superam as casas em número.

17 de junho de 2026 às 17:10✓ Verificadafonte citada e linkada
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Curitiba ficou conhecida pela expressão popular "piá ou guria de prédio", que descreve quem cresceu em apartamento e distante das brincadeiras de rua. De forma objetiva, essa realidade se tornou cada vez mais comum na cidade: segundo o IBGE, o número de apartamentos nos domicílios particulares permanentes ocupados quase dobrou entre 2000 e 2022.

No início do século, Curitiba somava pouco mais de 471 mil domicílios. Desse total, 353 mil eram casas — o equivalente a 74,9% — e 117 mil eram apartamentos, representando 24,8%. Duas décadas depois, o número total de residências cresceu 45,3%, ultrapassando 684 mil unidades.

O crescimento, porém, foi desigual entre os tipos de moradia. Enquanto o número de casas avançou 18,1%, chegando a 417 mil unidades, os apartamentos registraram alta de 96,8%, totalizando mais de 230 mil unidades. Com isso, a fatia dos apartamentos no total de domicílios saltou de 24,8% para 33,7%.

As casas seguem sendo o tipo de moradia predominante, respondendo por 60,9% dos 685 mil domicílios da capital. O levantamento aponta ainda mais de 36 mil casas em condomínios ou vilas (5,3%), 729 habitações em casas de cômodos ou cortiços (0,11%) e 88 estruturas residenciais degradadas ou inacabadas (0,01%).

A verticalização é mais intensa nas regiões central e norte da cidade. Os cinco bairros com maior proporção de apartamentos são o Centro (98,81%), o Centro Cívico (96,67%), o Batel (95,02%), o Alto da Glória (94,23%) e o Cabral (93,58%). No total, em 21 dos 75 bairros curitibanos os apartamentos já são o tipo de moradia predominante.

No extremo oposto, quatro bairros não registram nenhum apartamento: Caximba, Lamenha Pequena, Riviera e São Miguel. Os três últimos são de pequeno porte — Riviera e Lamenha Pequena são os menores bairros da cidade, com 148 e 421 domicílios, respectivamente.

A verticalização também empurra Curitiba para cima em altura. Desde 2013, o Universe Life Square, com 152 metros e 43 andares, é o edifício mais alto da cidade. O posto, no entanto, deve ser assumido pelo OÁS, empreendimento em construção no Bigorrilho com 179 metros e 50 andares, cuja entrega está prevista para meados de 2027. Outro concorrente é o Edifício Pace, no Mossunguê, com 160 metros e 44 pavimentos, com conclusão prevista para o final do mesmo ano.

Fonte: Bem Paraná

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Um em cada três curitibanos mora em apartamento, aponta IBGE