Reprodução/Bem ParanáUm em cada três curitibanos mora em apartamento, aponta IBGE
Dados dos Censos Demográficos do IBGE mostram que a proporção de famílias curitibanas vivendo em apartamentos quase dobrou entre 2000 e 2022, chegando a 33,7% dos domicílios da capital paranaense. Em mais de 20 bairros, os apartamentos já superam as casas em número.
Curitiba ficou conhecida pela expressão popular "piá ou guria de prédio", que descreve quem cresceu em apartamento e distante das brincadeiras de rua. De forma objetiva, essa realidade se tornou cada vez mais comum na cidade: segundo o IBGE, o número de apartamentos nos domicílios particulares permanentes ocupados quase dobrou entre 2000 e 2022.
No início do século, Curitiba somava pouco mais de 471 mil domicílios. Desse total, 353 mil eram casas — o equivalente a 74,9% — e 117 mil eram apartamentos, representando 24,8%. Duas décadas depois, o número total de residências cresceu 45,3%, ultrapassando 684 mil unidades.
O crescimento, porém, foi desigual entre os tipos de moradia. Enquanto o número de casas avançou 18,1%, chegando a 417 mil unidades, os apartamentos registraram alta de 96,8%, totalizando mais de 230 mil unidades. Com isso, a fatia dos apartamentos no total de domicílios saltou de 24,8% para 33,7%.
As casas seguem sendo o tipo de moradia predominante, respondendo por 60,9% dos 685 mil domicílios da capital. O levantamento aponta ainda mais de 36 mil casas em condomínios ou vilas (5,3%), 729 habitações em casas de cômodos ou cortiços (0,11%) e 88 estruturas residenciais degradadas ou inacabadas (0,01%).
A verticalização é mais intensa nas regiões central e norte da cidade. Os cinco bairros com maior proporção de apartamentos são o Centro (98,81%), o Centro Cívico (96,67%), o Batel (95,02%), o Alto da Glória (94,23%) e o Cabral (93,58%). No total, em 21 dos 75 bairros curitibanos os apartamentos já são o tipo de moradia predominante.
No extremo oposto, quatro bairros não registram nenhum apartamento: Caximba, Lamenha Pequena, Riviera e São Miguel. Os três últimos são de pequeno porte — Riviera e Lamenha Pequena são os menores bairros da cidade, com 148 e 421 domicílios, respectivamente.
A verticalização também empurra Curitiba para cima em altura. Desde 2013, o Universe Life Square, com 152 metros e 43 andares, é o edifício mais alto da cidade. O posto, no entanto, deve ser assumido pelo OÁS, empreendimento em construção no Bigorrilho com 179 metros e 50 andares, cuja entrega está prevista para meados de 2027. Outro concorrente é o Edifício Pace, no Mossunguê, com 160 metros e 44 pavimentos, com conclusão prevista para o final do mesmo ano.
Fonte: Bem Paraná