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Junho Preto alerta para o câncer de pele, o tumor mais comum no Brasil

Responsável por cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país, o câncer de pele é frequentemente subestimado pela população — e a campanha Junho Preto reforça a necessidade de prevenção, diagnóstico precoce e educação em saúde.

14 de junho de 2026 às 06:30✓ Verificadafonte citada e linkada
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O câncer de pele é o tipo mais frequente no Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a doença responde por cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país. Apesar dos números expressivos, a enfermidade ainda é subestimada por grande parte da população.

A maioria dos casos tem elevadas chances de cura quando identificada nas fases iniciais. Em contrapartida, quando não tratada adequadamente, a doença pode trazer consequências graves.

O oncologista Gustavo Vasili Lucas, do Instituto de Oncologia do Paraná (IOP), chama atenção para sinais além das pintas escuras: "Feridas que não cicatrizam, manchas que mudam de aparência ou lesões que apresentam crescimento progressivo também merecem investigação médica." Para ele, "o diagnóstico precoce continua sendo o fator que mais impacta as chances de cura."

Entre os principais tipos da doença estão os tumores não melanoma, que representam a maioria dos casos, e o melanoma, considerado o mais agressivo por sua capacidade de se espalhar para outros órgãos. Para o melanoma, especialistas recomendam atenção à regra ABCDE: Assimetria, Bordas irregulares, Cor desigual, Diâmetro aumentado e Evolução da lesão.

O tratamento varia conforme o tipo e o estágio da doença. Em muitos casos, a cirurgia de retirada da lesão é suficiente. Situações mais avançadas podem demandar imunoterapia, terapia-alvo, radioterapia ou quimioterapia. O oncologista destaca que os avanços recentes ampliaram as possibilidades terapêuticas, especialmente para pacientes com melanoma avançado: "Hoje contamos com tratamentos cada vez mais personalizados e eficazes. Mas nenhum avanço supera os benefícios de um diagnóstico realizado precocemente."

A exposição excessiva à radiação ultravioleta permanece como o principal fator de risco. Histórico familiar, pele clara, grande quantidade de pintas, queimaduras solares frequentes e uso de câmaras de bronzeamento artificial também elevam as chances de desenvolvimento da doença.

Entre as medidas preventivas recomendadas estão: uso diário de protetor solar com reaplicação ao longo do dia, evitar exposição ao sol entre 10h e 16h, utilizar chapéus, roupas com proteção UV e óculos escuros, além de realizar acompanhamento dermatológico regularmente.

Fonte: Bem Paraná

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