Reprodução/G1 ParanáCaminhoneiro bêbado que matou criança de 12 anos em Cascavel é solto com tornozeleira
Édson, caminhoneiro preso em flagrante após atropelar e matar o menino Carlos Eduardo, de 12 anos, em Cascavel, foi liberado em liberdade provisória sem pagamento de fiança. A decisão foi assinada pela juíza Filomar Helena Perosa Cerezia.
O atropelamento ocorreu no domingo (7), no cruzamento das ruas Serra da Borborema e Serra do Vento, em Cascavel. Segundo o Corpo de Bombeiros, o caminhão realizava uma conversão na esquina quando atingiu a criança. Carlos Eduardo havia completado 12 anos cerca de três meses antes do acidente.
Édson relatou à corporação que não viu o menino e continuou por alguns metros, parando somente após ser alertado por pessoas que estavam no local. Quando as equipes de socorro chegaram, o garoto já estava morto, com ferimentos graves na cabeça.
O teste do bafômetro, realizado pela Transitar, apontou 0,67 miligrama de álcool por litro de ar expelido — quase o dobro do limite de 0,34 mg/L a partir do qual já se configura crime de trânsito. O caso é tratado como homicídio culposo.
Na decisão que concedeu a liberdade provisória, a magistrada justificou que o caminhoneiro não possui antecedentes criminais e que não deve reincidir estando em liberdade. "Deste modo, não se justifica a conversão do flagrante em prisão preventiva", consta no documento.
Como condições, Édson deverá usar tornozeleira eletrônica por três meses e está proibido de frequentar estabelecimentos que comercializam bebidas alcoólicas, como bares e boates.
A defesa do caminhoneiro divulgou nota antes da audiência de custódia, afirmando que o veículo "trafegava em baixíssima velocidade" durante a manobra de conversão e que, "em razão das limitações estruturais de visibilidade de composições de grande porte, o condutor não avistou o atropelamento". A nota acrescenta que Édson parou imediatamente após ser avisado por populares e colaborou com as autoridades.
A Polícia Civil investiga as circunstâncias do acidente e as responsabilidades dos envolvidos.
Fonte: G1 Paraná