PolíticaReprodução/CGN Cascavel
Política

Advogadas deixam defesa de Monique Medeiros após divergência de estratégia

As advogadas Florence Rosa e Amanda Melo anunciaram, na quinta-feira (11), que encerraram a atuação na defesa de Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, após a chegada de um novo advogado à equipe e uma incompatibilidade de estratégias defensivas.

13 de junho de 2026 às 06:30✓ Verificadafonte citada e linkada
Compartilhar

As advogadas Florence Rosa e Amanda Melo comunicaram publicamente, por meio de posts nas redes sociais, a saída da defesa de Monique Medeiros. O anúncio ocorre após o julgamento no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, no qual Monique recebeu perdão judicial pela morte do filho Henry Borel, de 4 anos.

Florence Rosa afirmou que tinha intenção de continuar representando Monique na fase recursal, mas que a entrada de um novo advogado na equipe gerou o que ela chamou de "legítima incompatibilidade de estratégias defensivas", levando-a a optar pela saída.

"A divergência quanto à condução técnica é circunstância natural do exercício da advocacia, e a coerência estratégica é pressuposto da plenitude de defesa. Registramos nosso respeito à cliente e os votos de que sua defesa prossiga com todo o zelo", declarou Florence em publicação nas redes sociais.

Já Amanda Melo explicou que sua participação no caso se deu mediante contratação em parceria com Florence. Ela também havia manifestado disposição de continuar na fase recursal, mas encerrou a atuação diante da constituição do novo defensor e da mudança de estratégia.

Florence foi uma das responsáveis pela defesa de Monique no julgamento descrito como o Tribunal do Júri mais longo da história do Rio de Janeiro, com 11 dias de depoimentos e debates. O ex-vereador Jairo Souza Santos, o Jairinho, réu no mesmo caso, foi condenado a 43 anos pela morte da criança.

No julgamento, o homicídio por omissão imputado a Monique foi desclassificado para homicídio culposo, e a juíza Elizabeth Machado Louro concedeu perdão judicial e determinou a soltura da ré. Monique foi responsabilizada pela omissão em apenas um caso de tortura contra o filho, com pena de 1 ano e 4 meses, já cumprida. O Ministério Público recorreu da decisão.

O pai de Henry, Leniel Borel, deverá receber reparação por danos morais no valor de R$ 400 mil, a ser paga por Jairinho. Durante a sentença, a magistrada destacou que Monique não foi acusada de infligir diretamente agressões físicas ao filho.

Fonte: CGN Cascavel

Compartilhar
Advogadas deixam defesa de Monique Medeiros após divergência de estratégia