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Vereador de Curitiba vira réu por 'rachadinha' e alega que dinheiro era empréstimo

O Tribunal de Justiça do Paraná aceitou nesta quarta-feira (10) a denúncia do Gaeco contra o vereador Lórens Nogueira, eleito em 2024, pelo crime de concussão. Em depoimento ao Ministério Público, ele afirmou que os valores cobrados de uma servidora eram referentes a um empréstimo de R$ 12 mil feito em dinheiro vivo.

11 de junho de 2026 às 06:30✓ Verificadafonte citada e linkada
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O Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) aceitou a denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, contra o vereador de Curitiba Lórens Nogueira. Com a decisão, ele passa à condição de réu pelo crime de concussão — que ocorre quando um funcionário público exige, para si ou para outro, vantagem indevida em razão do cargo.

O vereador nega o esquema de "rachadinha". Em depoimento ao MP, ele afirmou ter feito um empréstimo pessoal à servidora envolvida no caso. "Eu fiz um aporte de empréstimo para ela e, desde então, tenho cobrado constantemente para que ela me retorne esse valor", declarou.

Uma servidora, cuja identidade o g1 não divulgou, prestou depoimento em sentido oposto. Ela relatou ter se sentido pressionada a entregar dinheiro ao parlamentar e que chegou a fazer um empréstimo bancário para cumprir a exigência. "Eu não tinha realmente de onde tirar essa parte de dinheiro para entregar para ele. Me senti pressionada [...] Eu tinha prazo de dois dias para arrumar o valor, que era aproximadamente R$ 6 mil", disse.

A servidora também relatou que era obrigada a participar de eventos do instituto presidido por Nogueira, inclusive aos fins de semana e feriados, sem receber vale-transporte, combustível ou alimentação.

Os investigadores suspeitam que o esquema estava em funcionamento desde o início do mandato do vereador e envolvia todos os 12 servidores por ele nomeados. O Ministério Público aponta que, em alguns casos, os funcionários precisavam repassar mais da metade dos salários ao parlamentar.

Durante operação de busca e apreensão em endereços ligados ao vereador, o Gaeco encontrou uma mala com cerca de R$ 70 mil em dinheiro vivo e uma mochila com R$ 12 mil em envelopes. Nogueira afirmou ao MP que os valores são fruto de economias acumuladas desde 2015, quando passou a atuar como assessor político.

O Ministério Público também pediu o afastamento de Lórens do cargo. A Justiça concedeu prazo de 10 dias para que a defesa se manifeste, após o qual deverá decidir sobre o pedido. Os advogados do vereador informaram que ainda não foram notificados da decisão e que se manifestarão assim que tomarem conhecimento dela. Nogueira foi eleito vereador da capital pela primeira vez nas eleições de 2024, com 4.727 votos.

Fonte: G1 Paraná

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