ParanáReprodução/Diário do Sudoeste (Pato Branco)
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Sul já registra impactos do El Niño antes do pico previsto do fenômeno

Chuvas afetaram quase 60 mil pessoas e 218 municípios no Rio Grande do Sul, enquanto Santa Catarina registrou volumes superiores a 100 milímetros em 24 horas. No Paraná, Defesa Civil e Simepar alertam para tempestades severas no ciclo 2026/2027.

Por Redação Giro do Paraná · 2 de agosto de 2026 às 13:01
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O pico do Super El Niño é projetado para ocorrer entre setembro e dezembro, mas os efeitos associados ao fenômeno já são registrados no Sul do país. No Rio Grande do Sul, as chuvas do fim de semana atingiram quase 60 mil pessoas e 218 municípios, segundo o Centro de Operações da Defesa Civil estadual.

O estado contabiliza 488 pessoas desabrigadas e 762 desalojadas. A maior concentração está no Vale do Taquari, que reúne 91,6% dos desabrigados gaúchos. Lajeado tem 321 pessoas nessa situação, seguido por Encantado, com 100, e Estrela, com 26. A Defesa Civil Nacional reconheceu situação de emergência em 17 municípios e mantém alerta vermelho de inundação para os rios dos Sinos, Uruguai e Jacuí.

Em Santa Catarina, a Defesa Civil estadual identificou, em 16 de julho, o primeiro evento com influência direta do El Niño. Entre os dias 21 e 22 daquele mês, 24 municípios tiveram mais de 100 milímetros de chuva em 24 horas, principalmente no Oeste, Meio-Oeste e Alto Vale do Itajaí. Campo Erê, Coronel Freitas e Videira registraram alagamentos, interdições de rodovias e retirada preventiva de famílias.

No Paraná, uma nota técnica conjunta da Defesa Civil estadual com o Simepar aponta aumento da probabilidade de tempestades severas durante o ciclo El Niño 2026/2027. O documento cita possibilidade de vendavais, granizo de médio a grande porte, enxurradas urbanas e deslizamentos na Serra do Mar, com atenção para Curitiba, a porção leste e o litoral. O risco imediato relacionado ao fenômeno está mais concentrado no Oeste, Sudoeste e Centro-Sul paranaense.

A orientação aos gestores municipais é atualizar os cadastros de áreas suscetíveis, realizar dragagem preventiva de canais e acompanhar os alertas em tempo real. Para o engenheiro Felipe Fogaça, especialista em logística humanitária e preparação para desastres, a preparação deve incluir mapas de risco atualizados, estoques posicionados e protocolos testados antes dos eventos extremos.

Fonte: Diário do Sudoeste (Pato Branco)

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