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STF encerra ação que pedia R$ 40 bilhões de Itaipu a comunidades indígenas

Para o relator, ministro Dias Toffoli, o Supremo não tem competência para julgar o caso por causa da natureza supranacional da usina, regida por tratado entre Brasil e Paraguai.

7 de junho de 2026 às 21:32✓ Verificadafonte citada e linkada
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O Supremo Tribunal Federal (STF) extinguiu a ação movida por comunidades indígenas contra a usina de Itaipu, que pedia indenização de cerca de R$ 40 bilhões pela construção da hidrelétrica binacional na fronteira entre o Brasil e o Paraguai.

Segundo o relator, ministro Dias Toffoli, o Supremo não tem competência para julgar o caso devido à "natureza supranacional" de Itaipu. A usina, com sede em Foz do Iguaçu, é regida por tratado internacional, o que impede o repasse direto de valores fora do que foi pactuado entre os dois países.

A ação, movida pelas comunidades Avá-Guarani, também listava como alvos a União, a Funai, a Aneel e o Paraguai. A indenização seria custeada por royalties retroativos da Itaipu Binacional desde 1984. Para Toffoli, a controvérsia tem natureza patrimonial e a empresa não poderia ser obrigada judicialmente a transferir recursos diretamente às comunidades.

O ministro lembrou ainda que a usina é regida pelo Tratado de Itaipu, firmado entre Brasil e Paraguai em 1973, segundo o qual os royalties devem ser pagos exclusivamente aos dois países. De acordo com a União, o valor total cobrado poderia chegar a R$ 80 bilhões considerando juros e correção monetária desde a década de 1980.

Fonte: Tribuna do Paraná

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