Reprodução/CGN CascavelPresidente da Anac diz que Voepass enviava informações falsas sobre reparos
Álvaro Faierstein afirmou que a empresa informava ter realizado consertos em aeronaves que não haviam sido feitos. A queda de um avião da Voepass, em agosto de 2024, matou 62 pessoas que viajavam de Cascavel a Guarulhos.
Em entrevista ao programa Fantástico, exibida no domingo (26), o diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Álvaro Faierstein, afirmou que a Voepass enviava informações falsas sobre reparos em suas aeronaves. Segundo ele, documentos indicavam a troca de peças que, na prática, não havia sido realizada.
Faierstein também declarou que a agência foi enganada pela empresa. “O nosso time técnico, o nosso corpo técnico, fez análises baseadas em documentos que não eram documentos verdadeiros”, afirmou.
A declaração ocorreu após a divulgação do relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão da Força Aérea Brasileira (FAB). A investigação apontou 19 fatores relacionados à queda, sendo 15 com contribuição direta e quatro de contribuição indeterminada.
Entre os fatores identificados estão falhas da empresa, da aeronave, dos pilotos e da Anac. O relatório citou problemas recorrentes no sistema de degelo, ausência de registros no diário de bordo, práticas informais de manutenção e falhas na supervisão da agência reguladora. A queda ocorreu em 9 de agosto de 2024 e matou 62 pessoas no trajeto entre Cascavel (PR) e Guarulhos (SP).
Em nota, a Voepass afirmou que, ao longo de três décadas, “sempre adotou procedimentos sérios de segurança, capacitação e orientação de tripulação.”
Fonte: CGN Cascavel