Reprodução/Folha de LondrinaMeritocracia não explica sozinha decisões de promoção nas empresas
Texto de Wellington Moreira aponta que escolhas profissionais também envolvem confiança, reputação, influência e outros critérios. Para o autor, a falta de transparência pode comprometer a credibilidade da meritocracia nas organizações.
A meritocracia ocupa espaço de destaque em discursos de liderança, políticas de gestão de pessoas e processos de avaliação. Também costuma ser usada para justificar promoções dentro das empresas.
O texto apresenta o caso de uma vaga gerencial disputada por três profissionais com bons resultados, conhecimento do negócio e capacidade de liderança. Mesmo com perfis semelhantes, um deles é escolhido rapidamente, com justificativas como estar mais preparado, transmitir confiança ou ter perfil estratégico.
Segundo Wellington Moreira, decisões sobre pessoas não são exclusivamente técnicas. Confiança, reputação, capacidade de influência, histórico de relacionamento, maturidade, credibilidade e o momento vivido pela organização também podem pesar.
Para o autor, o problema surge quando as empresas chamam de mérito um conjunto amplo de critérios, mas não deixam isso claro. A ausência de transparência abre espaço para interpretações e pode fazer com que a meritocracia perca credibilidade.
Moreira defende que as organizações não precisam abandonar a meritocracia, mas devem reconhecer que o reconhecimento profissional não depende apenas do esforço ou da competência individual.
Fonte: Folha de Londrina
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