Reprodução/G1 ParanáLaudo aponta queimadura química e edema na garganta após banho de óleo no PR
Perícia concluiu que Gustavo Henrique Lara morreu por asfixia mecânica causada por inchaço na via aérea após exposição química. Caso aconteceu em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, durante um ritual de comemoração após voo solo.
O laudo da Polícia Científica do Paraná, finalizado na segunda-feira (20), apontou que a morte de Gustavo Henrique Lara foi provocada por asfixia mecânica decorrente de edema na via aérea. Segundo o documento, o inchaço na garganta ocorreu após uma reação alérgica à substância química.
O caso aconteceu na quinta-feira (16), em Ponta Grossa. O óleo de motor de aeronaves foi despejado no corpo do aluno por um instrutor de voo, do pescoço para baixo. Gustavo teve uma crise convulsiva e três paradas cardiorrespiratórias; as duas primeiras foram revertidas, mas ele não resistiu à terceira.
A médica alergista e pneumologista Maria Saciloto explicou que, em queimaduras químicas, a composição da substância e a predisposição da pessoa são determinantes. Ela também afirmou que a inalação de uma substância tóxica pode provocar reação no organismo mesmo sem contato com a pele.
O instrutor foi preso em flagrante por homicídio culposo, pagou fiança de R$ 3 mil e responde ao inquérito em liberdade. A Polícia Civil ainda investiga a composição e a quantidade do óleo, as condições do produto e se houve outro fator associado à reação alérgica.
A Agência Nacional de Aviação Civil alertou que óleos e lubrificantes de aviação não devem entrar em contato com a pele e defendeu a revisão de rituais de celebração. O Centro de Instrução de Aviação Civil de Ponta Grossa informou que o episódio ocorreu fora da área da instituição e disse que não fará comentários adicionais enquanto as investigações estiverem em andamento.
Fonte: G1 Paraná