ParanáReprodução/Bonde (Londrina)
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Jardim Cristal aguarda regularização após 13 anos de ocupação em Londrina

Cerca de 120 famílias vivem na comunidade, na Zona Sul de Londrina, com dificuldades de acesso, abastecimento de água, esgoto e travessia sobre uma nascente. A área é dividida entre três proprietários, e não há prazo para uma solução definitiva.

22 de julho de 2026 às 06:30
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Moradores do Jardim Cristal, na Zona Sul de Londrina, enfrentam há 13 anos problemas de infraestrutura e a indefinição sobre a regularização fundiária. A comunidade reúne cerca de 120 famílias, que convivem com ruas de terra, lama, poeira, ligações improvisadas de água e energia e dificuldades relacionadas ao esgoto.

A passagem sobre uma nascente foi construída pelos próprios moradores em um mutirão, após arrecadações entre as famílias. Em períodos de chuva, porém, a água cobre a estrutura e pode impedir a circulação. A Cohab-LD informou que não tem projeto de engenharia para reformar ou construir a travessia e atribuiu essa responsabilidade à Secretaria Municipal de Obras e Pavimentação.

A falta de regularização é apontada pelas lideranças comunitárias como o principal entrave para a chegada de obras e serviços públicos. Segundo a Cohab-LD, o Jardim Cristal ocupa três áreas: uma pertencente ao município, outra à própria companhia e a maior extensão de propriedade da SIAL Engenharia.

Na área da SIAL, existe uma disputa judicial iniciada em 2018. Em outubro de 2025, o Tribunal de Justiça do Paraná determinou que o processo passasse a tratar de indenização por desapropriação indireta, em vez da retomada física do imóvel. Os valores ainda não foram definidos, e a empresa afirma não buscar a retirada das famílias da área consolidada.

A Cohab informou que não há prazo para a solução definitiva e que projetos, obras e cronogramas dependem de planejamento, orçamento e atuação conjunta de órgãos municipais. A companhia também afirmou que a instalação formal de água e energia depende da regularização fundiária.

Enquanto aguardam uma definição, os moradores seguem organizando arrecadações e mutirões para reduzir os efeitos da falta de infraestrutura. A Cohab disse que recebe lideranças para esclarecer dúvidas, mas ainda não há projeto urbanístico concluído para todas as áreas ocupadas.

Fonte: Bonde (Londrina)

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