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Ibovespa fecha acima dos 174 mil pontos e dólar recua a R$ 5,16

A bolsa brasileira encerrou a sessão desta sexta-feira (3) com alta de 0,74%, atingindo o maior fechamento em um mês, enquanto o dólar caiu 0,76% e retornou ao patamar de R$ 5,168, impulsionados pelas apostas em um corte da taxa Selic em agosto.

4 de julho de 2026 às 06:30✓ Verificadafonte citada e linkada
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O Ibovespa, principal índice da B3, fechou aos 174.070,27 pontos, maior patamar desde 2 de junho. Na semana, o índice acumulou ganho de 0,45% e, no ano, avança 8,03%. O volume financeiro do dia somou R$ 12,6 bilhões, bem abaixo da média diária, reflexo da ausência de negociações em Wall Street, fechada pelo feriado da Independência dos Estados Unidos.

O principal gatilho para o avanço do mercado foi a divulgação, pelo IBGE, de que a produção industrial recuou 0,2% em maio em relação a abril — resultado abaixo do esperado pelo mercado. O dado reforçou a percepção de desaceleração da atividade econômica e elevou as expectativas de que o Banco Central poderá iniciar um ciclo de flexibilização monetária já na reunião do Copom de agosto, com um corte de 0,25 ponto percentual na Selic.

A perspectiva de juros menores beneficiou especialmente as ações de empresas mais sensíveis ao custo do crédito, diante da expectativa de melhora nos resultados corporativos e de maior atratividade nos preços dos papéis.

No câmbio, o dólar comercial recuou R$ 0,04 (0,76%), cotado a R$ 5,168. Com isso, a moeda praticamente zerou a alta acumulada na semana, encerrando com variação positiva de apenas 0,03%. No acumulado de 2025, o dólar cai 5,83% frente ao real.

O real acompanhou o movimento de fortalecimento das demais moedas emergentes diante de um dólar mais fraco no exterior. Contribuíram para esse cenário os dados mais fracos do mercado de trabalho dos Estados Unidos divulgados na véspera, que reduziram as apostas em uma política monetária mais restritiva pelo Federal Reserve. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, operou próximo da estabilidade ao longo do dia.

No cenário interno, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, admitiu nesta sexta-feira a possibilidade de novas intervenções do Tesouro Nacional no mercado de títulos públicos. A declaração ajudou a pressionar para baixo os juros no mercado futuro, favorecendo adicionalmente o desempenho da bolsa de valores.

Fonte: Bem Paraná

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