Reprodução/JB Litoral (Paranaguá)Homem é condenado a mais de 32 anos por latrocínio de motoboy em Paranaguá
A 2ª Vara Criminal de Paranaguá condenou, nesta segunda-feira (22), um homem de 20 anos a 32 anos, 9 meses e 22 dias de reclusão pelos crimes de latrocínio e corrupção de menores. O caso envolve o assassinato brutal de um motoboy de 22 anos, ocorrido na madrugada de 31 de outubro de 2025.
A 2ª Vara Criminal de Paranaguá proferiu nesta segunda-feira (22) sentença condenatória contra um homem de 20 anos pelos crimes de latrocínio e corrupção de menores. A decisão, divulgada pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), estabelece pena de 32 anos, 9 meses e 22 dias de reclusão em regime inicial fechado, além de indenização por danos morais.
O crime aconteceu na madrugada de 31 de outubro de 2025, no cruzamento da Rua Marginal PR-407 com a Avenida Bela Vista, no bairro Ouro Fino, em Paranaguá. O caso gerou grande comoção na cidade pela brutalidade com que foi cometido.
Os criminosos usaram o WhatsApp para atrair a vítima até uma armadilha: simularam um pedido de pizzas em nome de um cliente fictício, enviando o motoboy a um endereço inexistente em área isolada.
Ao chegar ao local, o jovem foi surpreendido pelo grupo. Segundo os autos, ele reagiu na tentativa de proteger sua moto, mas foi atacado e morreu no local após sofrer 12 golpes de arma branca nas costas, no abdômen e na cabeça. A vítima deixou um filho menor de idade.
Após o crime, os autores fugiram levando a motocicleta da vítima, uma Honda CB300F Twister dourada, que foi encontrada posteriormente abandonada em um terreno baldio.
A 1ª Subdivisão Policial de Paranaguá, com apoio da Polícia Militar e do Ministério Público do Paraná, elucidou o caso rapidamente. Já no dia seguinte ao crime, policiais localizaram na residência de um dos suspeitos a chave da motocicleta, roupas queimadas e vestígios de sangue.
Os adolescentes envolvidos no crime já haviam sido responsabilizados anteriormente pelo Juízo da Infância e da Juventude. Com a condenação do réu adulto, encerra-se o ciclo de persecução penal do caso.
Fonte: JB Litoral