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Homem é condenado a 23 anos por planejar ataque com soda cáustica contra ex-namorada no PR

Marlon Ferreira Lemes foi condenado a 23 anos e três meses de prisão por tentativa de feminicídio após planejar um ataque com soda cáustica contra a ex-namorada Isabelly, em Jacarezinho, no norte do Paraná. O júri reconheceu os agravantes de motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

10 de junho de 2026 às 14:23✓ Verificadafonte citada e linkada
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O julgamento teve início na manhã da segunda-feira (8) e se estendeu ao longo do dia, com oitiva de testemunhas, da vítima Isabelly, das assistências de acusação e das defesas. O Conselho de Sentença manteve todas as qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público.

O crime aconteceu na tarde de 22 de maio de 2024, na Alameda Padre Magno, região central de Jacarezinho. Uma mulher se aproximou de Isabelly enquanto ela caminhava para a academia e jogou o líquido corrosivo sobre ela, fugindo em seguida. A executora do ataque usava peruca e roupas largas para não ser reconhecida.

Isabelly foi atingida no rosto e na região peitoral, sofrendo queimaduras de segundo grau na boca, cavidade orofaríngea, hipofaringe e tronco, além de lesões nos lábios e na cavidade oral. Ela ficou cerca de 30 dias internada no Hospital Universitário de Londrina (HU), período em que precisou ser intubada para ventilação mecânica e sedada, após desenvolver um quadro infeccioso.

Os acusados pelo crime são o próprio Marlon e Débora Aparecida Custódio Ferreira, que na época era companheira dele. Segundo o Ministério Público, a análise do celular de Débora revelou que Marlon planejou o ataque mesmo estando preso, convencendo-a a executá-lo.

Nos depoimentos prestados durante o processo, ambos confessaram o crime. Marlon admitiu ter planejado a ação com Débora. De acordo com Débora, ele havia comprado a soda cáustica antes de ser preso, pesquisou sobre o produto e a orientou a se disfarçar no momento do ataque. "Ele queria jogar a soda nela para deixá-la feia", afirmou Débora em depoimento.

O júri enquadrou o motivo torpe com base no sentimento de posse de Marlon em relação à vítima e na vingança pelo término do relacionamento, além dos ciúmes e inveja atribuídos a Débora. O meio cruel foi reconhecido pelo uso da soda cáustica, produto altamente tóxico e corrosivo, com o objetivo de causar intenso sofrimento a Isabelly.

Além da pena de 23 anos e três meses em regime fechado, Marlon foi condenado a pagar indenização por danos morais a Isabelly no valor de R$ 50 mil. Ele está recolhido na Penitenciária Estadual de Londrina. O g1 informou que tentou contato com a defesa de Marlon.

Fonte: G1 Paraná

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