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Governo federal vai cofinanciar recuperação de ferrovias abandonadas arrematadas em leilão

O ministro dos Transportes, George Santoro, anunciou nesta terça-feira (9) que o governo federal vai arcar com parte dos custos de recuperação de trechos ferroviários abandonados que forem assumidos por novas concessionárias em leilões.

10 de junho de 2026 às 14:52✓ Verificadafonte citada e linkada
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O modelo foi desenvolvido pelo Ministério dos Transportes em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que mapeou cerca de 25 mil quilômetros de ferrovias sem utilização no Brasil. A proposta consiste em identificar trechos abandonados ou em más condições e oferecer incentivos para que a iniciativa privada assuma sua recuperação e operação.

"O governo coloca dinheiro no projeto para recuperar o ativo ferroviário, ou seja, a gente vai colocar dinheiro para quem ganhar o leilão e recuperar o trecho do ativo", declarou Santoro em entrevista ao programa "Bom Dia, Ministro", da EBC.

Para o segundo semestre deste ano, o governo planeja realizar oito leilões de concessão nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Mato Grosso, Ceará e Pernambuco.

O objetivo da iniciativa é ampliar a participação do modal ferroviário na matriz logística do país, elevando-a dos atuais 17,7% para 34,6% até 2035, de acordo com as metas do Plano Nacional de Logística (PNL 2035).

Santoro destacou ainda que o novo formato pode reduzir de quatro para um ano o tempo de revitalização dos trechos. "Se eu fosse fazer um processo tradicional de concessão, eu iria levar 3, 4 anos. Nessa modelagem, a gente conseguiu fazer o projeto em um ano", afirmou o ministro, acrescentando que, em caso de êxito, novos projetos serão lançados em trechos menores por todo o país.

Na mesma entrevista, o ministro informou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deve anunciar, na próxima quinta-feira (11), uma linha de crédito específica para o setor ferroviário. A intenção, segundo Santoro, é atrair investidores europeus e asiáticos para projetos de ferrovias no Brasil.

Fonte: RIC Paraná

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