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Foragido por anos, condenado por duplo homicídio neonazista na RMC é preso na Itália

João Guilherme Correa, de 35 anos, condenado a 35 anos e dois meses de prisão pelo assassinato de um casal na Região Metropolitana de Curitiba em 2009, foi capturado neste sábado (27) na região de Pavia, próxima a Milão, na Itália, após anos foragido da Justiça brasileira.

28 de junho de 2026 às 12:00✓ Verificadafonte citada e linkada
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A prisão foi resultado de uma operação conjunta entre autoridades italianas e brasileiras, com participação da Polícia Civil do Paraná (PCPR). João Guilherme havia deixado o Brasil dias antes do julgamento em que foi condenado pelo duplo homicídio ocorrido em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba.

As vítimas eram Bernardo Pedroso, de 24 anos, e Renata Ferreira, de 21. Segundo a denúncia do Ministério Público do Paraná, o casal deixou uma confraternização realizada em uma chácara de Campina Grande do Sul quando teve o veículo interceptado em Quatro Barras. Dois homens armados desceram de outro carro e efetuaram vários disparos, matando ambos no local.

As investigações concluíram que os assassinatos foram motivados por uma disputa pelo comando de um grupo neonazista que atuava no Paraná. A confraternização que antecedeu o crime fazia referência ao aniversário de Adolf Hitler.

Além da condenação pelo duplo homicídio, João Guilherme também respondia a outro mandado de prisão preventiva relacionado a investigações por racismo e apologia ao nazismo.

As diligências que levaram à sua localização foram conduzidas pela Delegacia de Polícia de Sarandi. Durante as investigações, foram cumpridos mandados de busca em imóveis ligados a familiares e pessoas próximas ao condenado, além de apreensão de aparelhos celulares. Os elementos reunidos indicavam que ele havia se estabelecido na Europa. "As informações obtidas pela equipe de investigação subsidiaram o trabalho de cooperação entre os órgãos de persecução penal, permitindo a localização e a prisão do investigado em território italiano", afirmou o delegado da PCPR William Araújo Ribeiro.

João Guilherme permanecerá sob custódia italiana até que sejam adotados os procedimentos legais de cooperação internacional, incluindo o pedido formal de extradição para que cumpra a pena no Brasil. Outros réus já foram julgados pelo caso: Jairo Maciel Fisher foi condenado a 32 anos e três meses; Ricardo Barollo, apontado como mandante, recebeu pena de 48 anos e nove meses; enquanto Rodrigo Motta e Rosana Almeida Oliveira foram absolvidos.

A família de Renata Ferreira, por meio do advogado José Carlos Portella Junior, declarou receber a notícia da prisão com alívio e manifestou expectativa pela extradição do condenado ao Brasil.

Fonte: Portal Nosso Dia

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