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Ex-Fluminense, Dori relata vida em Bangladesh e primeiros momentos com Covid

Revelado pelo Fluminense, o atacante Dori está no Bashundhara Kings, líder do campeonato de Bangladesh, e conta curiosidades da rotina no país asiático — de trajetos de bicicleta até estádios a mudanças de horário de jogo de última hora.

22 de junho de 2026 às 17:10✓ Verificadafonte citada e linkada
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Dori, atacante revelado pelo Fluminense e atualmente no Bashundhara Kings, líder do campeonato de Bangladesh, está de férias no Brasil e concedeu entrevista sobre sua trajetória no futebol asiático. Entre os assuntos, ele descreveu as condições peculiares do futebol local e a enorme paixão dos bangladeshianos pelo Brasil.

Segundo o jogador, a torcida pelo Brasil na Copa do Mundo chega a extremos: apartamentos, casas e carros são pintados com as cores dos países favoritos, e chega a haver brigas entre torcedores rivais. "Em Bangladesh, eles falam muito de Pelé, Ronaldo, Ronaldinho, Cafu e Neymar", contou Dori, acrescentando que torcedores chegam a pedir camisas autografadas de Neymar e que peças do Fluminense também são procuradas por causa de Marcelo.

A logística para chegar aos jogos é um capítulo à parte. Dori descreveu que parte do trajeto até os campos — muitas vezes em universidades, em ruas estreitas — é feita de bicicleta por três ou quatro jogadores por vez, num percurso de cerca de oito minutos. Atrasos e mudanças de horário de última hora também fazem parte da rotina, com atletas esperando em arquibancadas por falta de vestiário.

Sobre a experiência anterior na China, Dori afirmou que, financeiramente, a chegada de grandes nomes como Hulk, Tévez e Drogba não alterou muito sua realidade, pois ele atuava na parte de baixo da pirâmide do futebol chinês. Para ele, a queda dos investimentos no país apenas fez o futebol local "voltar ao normal".

O momento mais grave de sua passagem pela Ásia foi em 2020, quando se tornou o primeiro atleta brasileiro a contrair Covid-19. Detectado por câmeras no aeroporto ao retornar de uma pré-temporada na Tailândia, Dori foi levado de ambulância ao hospital. "Eu achei que ia morrer", revelou. A notícia foi escondida dos filhos por dois dias, até ser divulgada pela mídia. Os médicos, segundo ele, cuidaram muito bem dele, mas o susto foi enorme.

De volta às memórias no Fluminense, Dori lamentou ter atuado em apenas dois jogos pelo clube e recordou uma fratura na mandíbula sofrida em treino — um lance disputado com o goleiro Kléver — que o afastou por cinco ou seis meses. A psicóloga do clube, Emily Lima, foi apontada por ele como fundamental para sua recuperação. "Aprendi tudo com o Fluminense", disse, reconhecendo que o clube o formou como jogador e como homem, mas avaliando que poderia ter recebido mais paciência da comissão técnica da época.

Por fim, Dori prestou uma homenagem ao ex-companheiro Aloísio Chulapa, que lhe deu conselhos no Brasiliense — financeiros e táticos — e cuja influência o acompanhou até Bangladesh, onde ele adotou as mesmas práticas de motivação com seus companheiros de equipe.

Fonte: ge.globo.com

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