Reprodução/O Presente (Toledo)Esperar mudanças que não se concretizam pode adoecer, aponta coluna
A esperança pode ajudar a enfrentar crises, mas também se transformar em prisão emocional quando mantém uma pessoa presa a promessas e padrões repetidos. Coluna de Fátima Sueli Baroni Tonezer aborda os efeitos da espera prolongada em relações afetivas.
A esperança costuma ser associada à capacidade de atravessar períodos difíceis e acreditar em novas possibilidades. Em relacionamentos, porém, esperar mudanças por tempo indefinido pode levar ao adiamento da própria vida e ao desgaste emocional.
A coluna descreve situações em que mulheres aguardam mais diálogo, respeito, presença ou compromisso, apoiadas por sinais pontuais de melhora. Quando os comportamentos antigos retornam, o ciclo de expectativa e frustração recomeça.
Segundo o texto, a espera constante desloca o bem-estar para atitudes que dependem da transformação do outro. Promessas têm valor limitado quando são acompanhadas pela repetição dos mesmos padrões, o que pode provocar sensação de impotência.
A autora também relaciona a dificuldade de encerrar uma relação ao medo de sofrer uma perda, de desistir cedo demais ou de parecer incapaz de lutar. Nesse contexto, limite pode ser confundido com desistência, enquanto a permanência é vista como prova de amor.
A coluna diferencia a esperança sustentada por evidências, responsabilidade mútua e mudanças consistentes daquela baseada apenas em discursos e pedidos de tempo. A avaliação do que ocorre no presente é apontada como essencial para compreender a realidade da relação.
Fonte: O Presente (Toledo)