Reprodução/aRede (Ponta Grossa)Entidades de Ponta Grossa pedem apoio da Alep para criar Tabela SUS Paraná
A Associação Médica e a Associação Comercial de Ponta Grossa encaminharam pedido formal à Assembleia Legislativa do Paraná para a criação de uma tabela estadual que complemente os repasses federais do SUS aos hospitais filantrópicos.
A Associação Médica de Ponta Grossa (AMPG) e a Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG) uniram esforços em defesa da chamada Tabela SUS Paraná. O documento com o pedido foi encaminhado ao presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), deputado Alexandre Curi, e solicita o apoio dos parlamentares para a implantação de um sistema de complementação financeira voltado a hospitais filantrópicos e beneficentes que atendem pelo Sistema Único de Saúde.
A iniciativa tem como pano de fundo a defasagem entre os valores pagos pela tabela nacional de procedimentos do SUS e os custos reais das instituições de saúde. Segundo as entidades, os repasses federais não acompanham a evolução dos preços de insumos, a inflação médica e os demais custos hospitalares cotidianos.
No documento, AMPG e ACIPG destacam que os hospitais filantrópicos respondem por mais da metade dos atendimentos hospitalares de média complexidade no Paraná, além de parcela significativa dos procedimentos de alta complexidade. Serviços como hemodiálise, terapia intensiva, cirurgias cardiovasculares e tratamentos oncológicos estão entre os mais afetados pela defasagem financeira.
A proposta prevê a criação de uma tabela estadual complementar, seguindo modelo já adotado pelo Estado de São Paulo, no qual o governo estadual realiza aportes adicionais para reduzir o déficit operacional das instituições conveniadas ao SUS.
Na região dos Campos Gerais, o debate é considerado de relevância especial, dada a importância de instituições como a Santa Casa de Misericórdia de Ponta Grossa, referência para dezenas de municípios e responsável pelo atendimento de milhares de pacientes pelo SUS.
As entidades apontam que a falta de atualização dos repasses compromete investimentos em infraestrutura, equipamentos, ampliação de leitos e contratação de profissionais especializados. Entre os benefícios esperados com a medida estão a redução de filas para cirurgias eletivas, ampliação da oferta de consultas e exames, e a manutenção de serviços de alta complexidade em cidades-polo como Ponta Grossa.
A participação da ACIPG no movimento sinaliza que a discussão vai além do setor de saúde: para as entidades, hospitais financeiramente sustentáveis geram empregos, movimentam a economia regional e fortalecem a capacidade de resposta do Estado em situações de emergência sanitária. No pedido à Alep, as organizações classificam o tema como de caráter urgente e relevante interesse público.
Fonte: aRede