ParanáReprodução/Bonde (Londrina)
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El Niño transforma inverno de 2026 no PR: chuvas acima da média e menos geadas

O inverno de 2026 no Paraná deve fugir do padrão histórico de estiagem: o Simepar projeta volumes de chuva acima da média e temperaturas ligeiramente mais altas na estação, sob influência direta do El Niño.

22 de junho de 2026 às 06:30✓ Verificadafonte citada e linkada
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O início do inverno de 2026 traz uma inversão no comportamento climático habitual do Paraná. Segundo o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), a estação registrará chuvas acima da média histórica e marcas térmicas um pouco mais elevadas do que o normal para o período.

Historicamente, o trimestre de inverno no norte do estado apresenta baixos índices pluviométricos, com médias entre 50 mm e 90 mm mensais. As projeções meteorológicas, porém, apontam que os acumulados deste ano podem superar esses valores em até 30% a 50% nas semanas de maior atividade de frentes frias.

Julho deve ser o mês mais chuvoso da estação. O Simepar indica que a passagem consecutiva de frentes frias, combinada com a atmosfera aquecida pelo El Niño, vai concentrar os maiores volumes de precipitação nesse período, mantendo a umidade relativa do ar elevada e quebrando a estiagem rigorosa comum em julho e agosto.

O fenômeno El Niño, ativo no Oceano Pacífico Equatorial, é o principal responsável pela mudança. O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) confirmou o retorno oficial do fenômeno, afirmando que as condições de aquecimento já estão consolidadas e devem persistir nos próximos meses, com influência direta sobre o clima no Sul do país.

O aquecimento anormal das águas oceânicas altera a circulação atmosférica e bloqueia sistemas frontais no Sul do Brasil, concentrando umidade sobre o Paraná. Uma consequência prática é a redução do risco de geadas severas na região de Londrina, favorecida pelo maior volume de nebulosidade. Também devem ser comuns nevoeiros densos nas primeiras horas do dia.

Apesar da maior umidade, o mês de agosto tende a intercalar fases úmidas com períodos de veranico — intervalos de tempo seco e calor atípico fora de época, conforme destaca o Simepar.

O setor agrícola de Londrina está em alerta. A combinação de solo saturado e temperaturas amenas cria condições favoráveis à proliferação de doenças fúngicas nas lavouras de inverno, especialmente o trigo, exigindo monitoramento constante dos produtores. A Coordenadoria Estadual da Defesa Civil, por sua vez, já orienta municípios a adotar medidas de mitigação contra alagamentos e inundações pontuais, que podem se intensificar até o início da primavera.

Fonte: Bonde (Londrina)

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