ParanáReprodução/O Presente (Toledo)
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El Niño confirmado deve trazer mais chuvas e geadas menores ao Paraná neste inverno

O inverno de 2026, que começa oficialmente neste domingo (21), será marcado pela atuação do El Niño no Oceano Pacífico Equatorial — fenômeno que, segundo o Simepar, deve elevar os volumes de chuva e manter as temperaturas ligeiramente acima da média em diversas regiões do Paraná.

21 de junho de 2026 às 12:00✓ Verificadafonte citada e linkada
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A presença do El Niño já foi confirmada por órgãos internacionais de monitoramento climático, conforme informou o Simepar. A expectativa é que o fenômeno ganhe força ao longo dos próximos meses, influenciando as condições do tempo não apenas no inverno, mas também na primavera.

De acordo com o meteorologista Leopoldo Furlan, o aumento das chuvas será gradativo e deve se estender pelas próximas estações. "O impacto no Paraná é com o aumento das chuvas, esse aumento vai ser gradativo ao longo do inverno, se reflete também nas próximas estações, principalmente a primavera e o verão", afirmou. Ele ressaltou que, na média ao longo de toda a atuação do fenômeno, tanto as chuvas quanto as temperaturas tendem a ficar acima da média histórica.

O Simepar explica que o El Niño altera a circulação atmosférica e favorece a formação de instabilidades sobre o Sul do Brasil, o que deve resultar em volumes de precipitação acima da média histórica durante toda a estação.

Além das chuvas mais frequentes, o fenômeno deve reduzir a intensidade das ondas de frio. As geadas tendem a ocorrer de forma mais localizada e menos abrangente em relação a anos de neutralidade climática. A previsão aponta ainda maior ocorrência de nevoeiros, especialmente durante madrugadas e manhãs, em razão do aumento da umidade na atmosfera.

Diante desse cenário, o Simepar e a Defesa Civil do Paraná realizaram um encontro para discutir ações de mitigação dos impactos do fenômeno. A diretora executiva do Simepar, Vanessa D'Ávila, explicou que o instituto monitora o fenômeno em médio e curto prazos e aciona a Defesa Civil ao identificar risco de eventos extremos. "A partir do momento que a gente dá o aviso, a Defesa Civil começa a fazer o planejamento de contenção de riscos e os planos de mitigação serem colocados em prática", disse.

O Major Anderson Gomes, Chefe do Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres, destacou que as ações abrangem prevenção de engenharia, atualização de planos de contingência nos municípios e formação de estoques de assistência humanitária para garantir uma primeira resposta local.

Entre as medidas recomendadas estão a limpeza de galerias pluviais, o desassoreamento de rios e a revisão de áreas consideradas de risco — com atenção especial a localidades historicamente afetadas por alagamentos, enxurradas e deslizamentos.

O inverno de 2026 começa oficialmente às 5h24 deste domingo (21). O El Niño deve atingir seu pico de intensidade na primavera e no verão, estações que também podem ser afetadas pelo fenômeno.

Fonte: O Presente (Toledo)

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