Reprodução/aRede (Ponta Grossa)EIV garante crescimento ordenado e investe quase R$ 70 mi em Ponta Grossa
O Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) acumula quase R$ 70 milhões em investimentos nos últimos três anos em Ponta Grossa, gerando melhorias em mobilidade, infraestrutura, áreas de lazer e equipamentos públicos em diferentes bairros da cidade.
O Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) é um instrumento de planejamento urbano previsto pelo Estatuto da Cidade (Lei Federal nº 10.257/2001) e tem sido aplicado em Ponta Grossa para avaliar, previamente, os impactos que empreendimentos ou atividades podem causar à região onde serão instalados. Seu objetivo é assegurar que o crescimento urbano ocorra de forma ordenada e compatível com a infraestrutura existente.
A coordenadora dos estudos de impacto de vizinhança, Jéssica Salles, explica que o instrumento analisa aspectos como mobilidade urbana, sistema viário, demanda por serviços públicos, equipamentos comunitários, meio ambiente, paisagem urbana e qualidade de vida da população. Segundo ela, "ao longo dos anos, a aplicação do EIV demonstrou sua relevância como ferramenta de gestão urbana, permitindo que novos empreendimentos contribuíssem para melhorias na infraestrutura da cidade por meio de medidas mitigadoras e compensatórias."
A regulamentação local do instrumento foi aperfeiçoada pelos decretos municipais nº 25.135/2026 e nº 26.576/2026, que atualizaram procedimentos de tramitação, análise e acompanhamento dos estudos, com foco em maior eficiência, transparência e segurança jurídica. Para Jéssica, o EIV "consolidou-se em Ponta Grossa como um dos principais instrumentos de planejamento urbano, permitindo que o desenvolvimento econômico e imobiliário ocorra de maneira compatível com os interesses coletivos da população."
Um dos exemplos práticos dos resultados do EIV está no bairro Gralha Azul. O presidente da associação de moradores local, Marcos Oliveira, afirma que a mobilidade melhorou com a criação de uma rota alternativa de saída da vila. Ele também destaca que a comunidade conta hoje com duas praças, um campo society, uma sede comunitária, unidade de saúde, escola e CMEI, além de a pavimentação ter sido anunciada. Marcos aponta ainda que o bairro atraiu investidores imobiliários, com cerca de seis condomínios instalados no entorno e mais um em construção.
Na Vila Cipa, a moradora Susana Vieira destacou transformações como a implantação da Universidade Unicesumar e a ligação viária entre a Vila Cipa e o Residencial Campo Bello, que incluiu a construção de uma ponte sobre o arroio Olarias. Investimentos em pavimentação asfáltica e melhorias na infraestrutura viária também foram realizados na região.
A própria Susana, porém, chama atenção para os desafios que o crescimento traz. "Esse crescimento exige que novos investimentos sejam realizados em segurança viária, incluindo sinalização adequada, redutores de velocidade, faixas de pedestres e readequação dos cruzamentos, garantindo que o desenvolvimento continue de forma segura, organizada e sustentável para toda a comunidade", afirma.
Nos casos em que os empreendimentos também interferem no meio ambiente, o Instituto Água e Terra (IAT) atua como órgão responsável pela análise ambiental complementar, enquanto o EIV é tratado diretamente pela prefeitura, que avalia as condições urbanísticas e de vizinhança.
Fonte: aRede