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Deschamps defende Mbappé de apelido de "ditador": "Não corresponde à realidade"

O técnico da seleção francesa, Didier Deschamps, saiu em defesa de Kylian Mbappé após a vitória sobre o Paraguai nas oitavas de final da Copa do Mundo 2026, rebatendo o apelido de "ditador" associado ao atacante.

6 de julho de 2026 às 12:00✓ Verificadafonte citada e linkada
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Após o triunfo da França sobre o Paraguai nas oitavas de final da Copa do Mundo, o treinador Didier Deschamps utilizou a entrevista coletiva para defender Kylian Mbappé de uma fama negativa que o acompanha desde os tempos de PSG: a de ser chamado de "ditador" dentro dos vestiários.

Para Deschamps, a imagem foi construída por pessoas de fora do convívio diário do grupo e não reflete a realidade. "Não, ele não mudou. Vocês [de fora] é que o fazem parecer um ditador. O Kylian Mbappé tem uma imagem para alguns que assistem de fora que não corresponde em nada à realidade", afirmou o treinador.

O técnico ainda ressaltou o papel de liderança coletiva exercido pelo atacante. Segundo Deschamps, Mbappé sempre fala em nome do elenco, e não em causa própria. "Ele tem essa mentalidade desde o primeiro dia. Ele fala em nome do grupo, falo muito com ele. Ele me passa as queixas que não são necessariamente dele. Todos o seguem", completou.

O apelido de "ditador" surgiu como uma brincadeira ainda na passagem de Mbappé pelo PSG, com a narrativa de que o jogador influenciava decisões do clube. A alcunha o seguiu no Real Madrid e voltou com força na Copa de 2026, alimentada por gestos em campo e por montagens que o retratam como um chefe militar condecorado.

Durante o torneio, um vídeo circulou mostrando jogadores da seleção francesa chamando Mbappé de "Mobutu" — referência a Mobutu Sese Seko, ditador que governou a República Democrática do Congo por cerca de 30 anos em regime autoritário, tendo tomado o poder em 1965 e sido deposto em maio de 1997.

Fonte: Bem Paraná

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