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Clinicão diz ter sido impedida de se defender em sessão da CPI do CRAR em Ponta Grossa

A empresa Clinicão afirmou ter sido cerceada durante a oitiva realizada nesta terça-feira (30) pela CPI que investiga o contrato do Centro de Referência para Animais em Risco (CRAR), em Ponta Grossa. Segundo a empresa, houve interrupções constantes e negativa de manifestação final ao término da sessão.

1 de julho de 2026 às 06:30✓ Verificadafonte citada e linkada
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A oitiva desta terça-feira (30) marcou a primeira oportunidade concedida à Clinicão para apresentar sua versão dos fatos perante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura o contrato do CRAR. A empresa, contudo, afirma que não pôde exercer plenamente seu direito de manifestação ao longo dos trabalhos.

Antes da sessão, a Clinicão protocolou ofício à presidência da CPI comunicando a substituição dos depoentes. O sócio Ordy Barbosa de Oliveira, de 80 anos, afastado da gestão operacional, seria representado pelo procurador e gestor do contrato, Matheus Wedicny Fraitag, e pelo médico-veterinário e responsável técnico Vitor Colino. Segundo a empresa, o ofício nunca foi respondido pela presidência da comissão.

Na sessão, Vitor Colino respondeu a questionamentos sobre protocolos veterinários, procedimentos clínicos e execução dos serviços do CRAR. Em seguida, Matheus Fraitag iniciaria os esclarecimentos sobre a gestão administrativa e contratual, mas afirma ter sido interrompido diversas vezes. De acordo com a Clinicão, a presidente da CPI, vereadora Teka dos Animais, solicitava insistentemente que seu microfone fosse cortado.

Ao final da sessão, Matheus pediu a palavra para uma manifestação institucional. O pedido foi negado pela presidente, que encerrou imediatamente os trabalhos e deixou o plenário, segundo relato da empresa.

A Clinicão também apontou condutas de outros parlamentares durante a oitiva. O vereador Guilherme Mazer teria adotado postura considerada intimidatória, afirmado que o contrato com o Município foi "muito mal feito" e declarado que o processo licitatório teria sido "encomendado" pela empresa vencedora. Já o vereador Geraldo Stocco teria afirmado que o sócio da empresa, ou seu representante, poderia ser um "laranja" utilizado para a execução do contrato.

A empresa destacou que a CPI divulgou um relatório parcial com conclusões sobre o contrato antes mesmo de ouvi-la. Segundo a Clinicão, grande parte das conclusões do relatório foi construída com base em informações produzidas pelo Conselho Municipal de Proteção Animal — órgão que, conforme a empresa, teve sua imparcialidade questionada em decisão judicial recente, o que levou ao indeferimento de seu ingresso no processo judicial como amicus curiae.

A Clinicão reiterou que o contrato do CRAR permanece vigente por força de decisões judiciais e que o centro segue prestando atendimento veterinário 24 horas, incluindo urgência e emergência, recolhimento de animais em risco, cirurgias, castrações, internações, exames, vacinação e microchipagem. A empresa afirma que permanece à disposição das autoridades para colaborar com qualquer apuração que considere técnica e imparcial.

Fonte: aRede

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