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Campo Largo lança incubadora tecnológica para impulsionar startups e inovação local

A Prefeitura de Campo Largo, em parceria com o IFPR, Sebrae e Acicla, criou a Incubadora Tecnológica Águeda Maria Schmidt para estimular o surgimento de startups e consolidar um ecossistema local de inovação. Cerca de 30 projetos já estão na fase de pré-incubação, e cinco empresas formalizadas serão selecionadas para a etapa de incubação.

20 de junho de 2026 às 12:00✓ Verificadafonte citada e linkada
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A criação da Incubadora Tecnológica Águeda Maria Schmidt marca um novo momento para o empreendedorismo em Campo Largo. A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Prefeitura Municipal, o Instituto Federal do Paraná (IFPR), o Sebrae e a Associação Comercial e Industrial de Campo Largo (Acicla), com o objetivo de estruturar um ecossistema voltado ao desenvolvimento de startups no município.

O movimento local acompanha uma tendência nacional. Dados do Observatório Sebrae Startups indicam que o Brasil ultrapassou 20 mil startups ativas, com crescimento superior a 30% entre 2024 e 2025. O levantamento ainda aponta que quase metade dessas empresas já utiliza inteligência artificial de forma avançada.

Com o edital lançado em maio, cinco empresas formalizadas serão selecionadas para a etapa de incubação, recebendo suporte técnico especializado, mentorias, orientação jurídica e administrativa, além de acesso à estrutura física instalada no CESTEC. Para participar, os candidatos precisam apresentar um plano de negócios que demonstre viabilidade financeira, missão, visão, estratégias de crescimento e potencial inovador.

Um exemplo do ambiente empreendedor que começa a se formar em Campo Largo é a Four Xplore, startup criada por quatro jovens egressos do IFPR: Bernardo Novaski Vidal de Almeida, Emanuele de Paula Marinho de Oliveira, Bruno Henrique Ribeiro Vieira e Suelen Gabriela da Silva Wilsek. A empresa nasceu como uma agência de marketing voltada ao turismo regional, com foco na divulgação de atrações e experiências locais muitas vezes desconhecidas pela própria população.

Antes da Four Xplore, o grupo havia estruturado outro projeto, chamado "Mão na Roda", uma plataforma digital para conectar profissionais autônomos a pessoas em busca de serviços domésticos ou de manutenção. Ao perceber que o desenvolvimento tecnológico exigiria investimentos e conhecimentos que ainda não tinham, os jovens optaram por recomeçar com um novo modelo de negócio. A Four Xplore já atuou na divulgação local do festival internacional Pint of Science, realizado em Campo Largo, o que representou o primeiro contato dos fundadores com empresários da região.

O professor Antônio Ribeiro, coordenador do Núcleo de Inovação e Tecnologia do IFPR Campo Largo, destaca que a incubadora oferece um suporte mais aprofundado do que programas como o Startup Garage. "O Garage ajuda o participante a entender conceitos como validação de ideias, criação de MVP e elaboração de pitch, porém a incubadora vai além. Ela oferece estrutura física, mentorias, conexões com o mercado e orientação para que o negócio seja desenvolvido de forma mais profissional", explicou.

Para o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Pedro Parolin Teixeira, a incubadora preenche uma lacuna importante. "Muitas ideias deixam de sair do papel por falta de estrutura, orientação ou apoio técnico. A incubadora surge justamente para preencher essa lacuna e criar um ambiente favorável para que essas empresas amadureçam, cresçam e contribuam diretamente para a geração de empregos e para o desenvolvimento econômico de Campo Largo", afirmou.

Fonte: Folha de Campo Largo

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