Reprodução/G1 ParanáBrasileiro foragido por duplo homicídio e apologia ao nazismo é preso na Itália
João Guilherme Correa, condenado a 35 anos e dois meses de prisão por matar um casal em festa neonazista no Paraná, foi localizado e preso na Itália em ação de cooperação internacional que envolveu a Polícia Civil do Paraná (PCPR).
O homem de 35 anos estava foragido desde antes de seu julgamento, realizado sem a sua presença. Além da condenação pelo duplo homicídio, ele era alvo de um mandado de prisão preventiva pelos crimes de racismo e apologia ao nazismo, conforme informou o delegado da PCPR, William Araújo Ribeiro.
O duplo homicídio ocorreu na cidade de Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). As vítimas, Bernardo Pedroso, então com 24 anos, e Renata Ferreira, então com 21 anos, foram mortas após saírem de uma festa realizada em uma chácara em Campina Grande do Sul, também na RMC. O evento tinha como tema os 120 anos de nascimento de Adolf Hitler.
De acordo com a investigação, o casal foi acompanhado por um dos denunciados ao deixar a festa. Durante o trajeto, um segundo veículo interceptou o carro das vítimas no acostamento, em Quatro Barras. Dois suspeitos desceram encapuzados, armados com pistolas, e dispararam contra Bernardo e Renata, que morreram no local.
O crime foi motivado por uma disputa pelo comando de um grupo neonazista. Além de João Guilherme, outras três pessoas foram condenadas pelos assassinatos. Jairo Maciel Fisher foi condenado, em março de 2025, a 32 anos e três meses de prisão. No mesmo julgamento, os réus Rodrigo Motta e Rosana Almeida Oliveira foram absolvidos.
O economista Ricardo Barollo, apontado como mandante do crime, foi julgado em maio de 2025 e condenado a 48 anos e 9 meses de prisão, sendo preso logo após a sentença.
A Polícia do Paraná informou que João Guilherme permanecerá à disposição das autoridades competentes para os procedimentos cabíveis, incluindo o processo de extradição, conforme os mecanismos de cooperação internacional.
Por meio de nota enviada pelo advogado José Carlos Portella Junior, a família de Renata Ferreira se manifestou sobre a prisão: "A família da Renata manifesta seu alívio ante a prisão do assassino que estava foragido. Agora os pais da vítima poderão fechar essa ferida e focar em manter a memória da Renata. A família dela espera que o assassino seja enviado em breve ao Brasil para que possa pagar pelo crime atroz que cometeu."
A defesa de João Guilherme foi contactada pelo G1, mas não havia retornado até a última atualização da reportagem original.
Fonte: G1 Paraná