Reprodução/aRede (Ponta Grossa)Bolsonaro depõe por 5 minutos à PCDF e confirma que pediu conserto de pistola a militar
O ex-presidente Jair Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal por apenas cinco minutos no inquérito que apura a apreensão de uma arma registrada em seu nome durante uma blitz de trânsito. Ele confirmou que a pistola estava em sua residência, em Brasília, e que solicitou o reparo do equipamento a um militar do Exército.
O depoimento ocorreu no âmbito de investigação sobre uma arma apreendida pela Polícia Militar do Distrito Federal na madrugada do dia 15 de junho, durante uma abordagem de trânsito. O armamento estava no carro do segundo-sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho, que conduzia um veículo oficial do GSI (Gabinete de Segurança Institucional). A apuração é da CNN Brasil.
Na ocasião da blitz, um policial avistou a arma e pediu explicações ao militar. Estácio informou que a pistola seria levada para reparo e devolvida ao proprietário. A polícia constatou, na apreensão, que o registro da arma estava no nome de Bolsonaro.
Os investigadores buscavam entender as circunstâncias que levaram a arma do ex-presidente a estar no veículo de outra pessoa, sem documentação e em local distante de sua residência.
Segundo a defesa de Bolsonaro, integrantes de sua equipe de segurança decidiram, sem conhecimento prévio dele, retirar o percussor da arma — peça essencial para o disparo. A medida teria sido tomada porque Bolsonaro faz uso de medicamentos psiquiátricos que afetam sua cognição, o que poderia causar um acidente.
A defesa relata ainda que, ao manusear o ferrolho, Bolsonaro percebeu uma falha no funcionamento da pistola. Sem identificar a origem do problema, ele teria entregue o armamento a Estácio para que a falha fosse verificada e a manutenção realizada. Segundo os advogados, a entrega teve como única finalidade o reparo do equipamento.
A defesa argumenta também que, apesar da condenação por tentativa de golpe, não houve determinação judicial para que Bolsonaro entregasse suas armas ou cancelasse os registros, afastando, segundo ela, qualquer irregularidade quanto à posse do objeto.
Após o depoimento, o advogado Paulo Cunha Bueno publicou nota em suas redes sociais afirmando que o ex-presidente respondeu "na mesma linha da resposta apresentada dias atrás, por escrito, ao ministro Alexandre de Moraes". Bueno escreveu: "Em momento algum houve intuito de descumprir qualquer determinação legal, sendo certo que se trata de episódio criminalmente acromático. Aguardamos que o inquérito, em trâmite na Polícia Civil do Distrito Federal, seja, em breve, arquivado."
Fonte: aRede