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Angela Davis critica gentrificação e racismo ambiental durante a Flip

Ativista participou de evento gratuito em Paraty e citou pensadoras e escritores brasileiros ao abordar cultura, desigualdade, capitalismo e luta popular.

Por Redação Giro do Paraná · 27 de julho de 2026 às 06:30
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A ativista e pesquisadora Angela Davis participou de uma conversa com a jornalista Flávia Oliveira durante a programação da 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). O evento foi realizado no Sesc Caborê e integrou a programação paralela do festival, que se encerrou no dia seguinte.

Durante o encontro, realizado no Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e no Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, Davis afirmou que a luta do movimento negro pela liberdade também tem uma dimensão cultural. Ela destacou o papel da música, da arte e da literatura na promoção de mudanças.

A ativista criticou a gentrificação e o racismo ambiental em comunidades pobres de Paraty. Segundo Davis, iniciativas voltadas ao aumento do lucro estariam retirando pessoas de suas terras e das áreas ligadas a seus ancestrais. Ela também defendeu que a literatura esteja atenta ao que ocorre nas comunidades.

Angela Davis citou as brasileiras Conceição Evaristo, Beatriz Nascimento e Lélia Gonzalez. Ao comentar a “escrevivência”, destacou a importância de pessoas negras contarem e compartilharem suas próprias histórias. Também relacionou o conceito de Amefricanidade, de Lélia Gonzalez, à conexão entre as lutas negras e indígenas.

Outros temas abordados foram a crítica ao capitalismo, a ascensão de governos autoritários, a redução da jornada de trabalho, a presença de pessoas negras nas universidades, a luta popular e a violência contra mulheres. Davis também lembrou Marielle Franco e afirmou que mulheres trans negras estão entre os grupos mais atingidos pela violência de gênero.

Fonte: aRede (Ponta Grossa)

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