Foto: Agência Estadual de Notícias/DivulgaçãoAlunos de São José dos Pinhais mobilizam poder público para criar ecoponto na escola
Cerca de 30 estudantes do Colégio Estadual Professor Herbert de Souza, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, desenvolveram uma proposta concreta para a implantação de um ecoponto destinado ao recebimento de materiais recicláveis e resíduos eletrônicos. A iniciativa partiu de pesquisas do Clube de Ciências Mente em Ação e já mobilizou a prefeitura do município.
Os estudantes integram o Clube de Ciências Mente em Ação, iniciativa vinculada aos Clubes de Ciências do NAPI Paraná faz Ciência. O ponto de partida foi o mapeamento dos resíduos gerados dentro da própria escola, que revelou dificuldades recorrentes para o descarte adequado de lixo eletrônico e de outros materiais recicláveis tanto na unidade escolar quanto na comunidade ao redor.
Durante as pesquisas, o grupo também observou que moradores da região continuavam levando tampinhas plásticas ao colégio mesmo após o encerramento de uma campanha solidária anterior. A constatação ampliou os estudos sobre reciclagem e gestão de resíduos. Os alunos chegaram a visitar uma estação de reciclagem próxima à escola para aprofundar o conhecimento sobre os impactos do descarte inadequado.
A proposta ganhou tração quando os estudantes participaram de uma ação com a Prefeitura de São José dos Pinhais voltada à revitalização de rios da região. Na oportunidade, apresentaram a ideia do ecoponto diretamente a representantes do poder público. O resultado foi o encaminhamento de um ofício ao município, e equipes técnicas já realizaram levantamentos preliminares para avaliar a viabilidade da implantação.
A estudante Kamilly Maria Barros de Moura, de 16 anos, destaca a importância do projeto: "Muitas pessoas não sabem onde descartar esse tipo de material, e o ecoponto pode ajudar a evitar a contaminação do meio ambiente e o acúmulo de resíduos. Além de beneficiar a escola, é uma ação que pode contribuir com toda a comunidade."
A professora responsável pelo projeto, Pauline Fernandes, ressalta o valor da experiência para a formação dos alunos. "Ver os alunos dialogando com representantes do poder público, apresentando propostas e buscando soluções para problemas reais é extremamente gratificante. Eles passam a compreender que podem atuar como agentes de transformação e que a ciência pode gerar impactos concretos na sociedade e no meio ambiente", afirma.
O secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, também se manifestou sobre o projeto. "Quando a escola se torna um espaço de investigação, participação e compromisso com a comunidade, os estudantes compreendem que podem contribuir para transformar a realidade ao seu redor. Projetos assim unem educação ambiental, cidadania e protagonismo juvenil, formando jovens mais conscientes", declarou.
Além do ecoponto, o Clube de Ciências Mente em Ação desenvolve o projeto Jardim das Sensações, atualmente em fase de pesquisa bibliográfica. A proposta prevê a criação de uma horta sensorial dentro da escola, com plantas selecionadas por suas características sensoriais, pensada especialmente para estudantes autistas, com ansiedade ou que precisem de um ambiente tranquilo para regulação emocional.