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Acréscimos nos acréscimos: regra da Fifa explica por que jogos da Copa têm durado mais

A extensão das partidas na Copa do Mundo 2026, especialmente desde a fase de 16 avos, tem chamado atenção e gerado irritação entre torcedores. O fenômeno tem explicação nas regras da Fifa e da IFAB.

6 de julho de 2026 às 12:00✓ Verificadafonte citada e linkada
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Um dos casos mais emblemáticos foi Portugal 2 x 1 Croácia, na segunda fase do torneio. Com o placar em 1 a 1, o árbitro norueguês Espen Eskas sinalizou 10 minutos de acréscimo — tempo que foi além do previsto: o segundo tempo se estendeu até os 63 minutos, com o apito final soando aos "90 + 18", ou seja, 8 minutos de acréscimo nos acréscimos.

Naquela partida, Gonçalo Ramos marcou para Portugal aos 49 minutos, e Matanovic anotou para a Croácia aos quase 58 minutos, mas o gol foi anulado pelo VAR. Os dois eventos no fim do jogo contribuíram diretamente para a extensão do tempo.

Outros duelos do mata-mata seguiram o mesmo padrão. Em Canadá 1 x 0 África do Sul, após o gol de Eustáquio nos acréscimos, o árbitro João Pedro Pinheiro acresceu mais 1 minuto. Em Holanda 2 x 2 Marrocos, o árbitro Wilton Pereira Sampaio fez o mesmo após o gol de Diop.

O caso mais extremo foi Senegal 2 x 3 Bélgica, cuja prorrogação chegou aos 131 minutos — 11 a mais que o tempo regulamentar da etapa. A Bélgica sofreu pênalti aos 116 minutos, que só foi cobrado aos 124 após análise do VAR. Depois do gol, a bola voltou a rolar aos 126 minutos e o árbitro sinalizou mais quatro de acréscimo, mas a partida só terminou cinco minutos depois.

Esse cenário não era comum nas edições anteriores. Em 2022, o duelo entre Holanda e Argentina teve 10 minutos de acréscimo e gol no último lance, que forçou a prorrogação — ainda assim, o apito final soou no tempo indicado, sem acréscimos adicionais. Em 2018, o maior acréscimo em jogo de mata-mata havia sido de 6 minutos, no segundo tempo de Brasil 2 x 0 México.

A explicação está nas regras da IFAB (International Football Association Board), entidade responsável pela regulamentação do futebol. Segundo as normas, o árbitro deve compensar todo o tempo perdido por substituições, lesões, sanções disciplinares, revisões do VAR, atendimento médico, pausas para hidratação e gols marcados — e essa compensação vale também para o período dos próprios acréscimos.

O artigo 7.3 do livro de regras é direto: "O tempo de acréscimo pode sempre ser aumentado pelo árbitro principal, mas não reduzido." Assim, o que se vê na Copa do Mundo 2026 é resultado de uma aplicação mais rigorosa dessas diretrizes por parte da arbitragem.

Fonte: Bem Paraná

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